21 de Janeiro Quinta-feira
Infelizmente o dia não começou bem para mim. Estou muito mal e dentro de uma clínica em Cuzco. Vou passar a noite aqui no oxigênio. As gurias vão dormir aqui comigo. Sao PARCEIRAS mesmo!!!!!
No início da manhã, antes de pegar o ônibus para Cuzco, já estava muito mal. Vontade de vomitar, dor de cabeca, falta de apetite.
Avisei o Felipe, nosso contato em Puno e ele me disse que nao havia outra maneira de ir a Cuzco que não fosse de ônibus, porque os vôos estavam lotados. Disse que o ônibus era equipado com oxigênio e que o que eu estava passando era mesmo o mal da altitude.
Não havia remédio. tTnha que viajar assim mesmo.
Tirando meu mal estar, que persistiu durante toda a viagem (10 horas), e o fato do oxigênio do ônibus não funcionar, a paisagem colaborou para que eu conseguisse chegar à Cuzco. Deslumbrante! É diferente de tudo que eu já vi. Caminho lindo! Pena estar tão mal.
Durante a viagem fizemos cinco paradas. Visitamos um museu, uma igreja linda. Andahuaylillas, que no seu interior era revestida por uma camada de ouro 22 quilates. Como as fotos são proibidas, comprei cartões postais. A igreja é de tirar o fôlego. Linda , linda , linda!
Almoçamos num restaurante bem grande, pelo que vi, único em todo o trajeto. Mas... ficamos apavoradas, quando vimos que as louças tiradas das mesas, são colocadas em um tanque, ao lado da porta dos fundos, e os cachorros vão comer os restos, direto nos pratos. Ha!!!! Que horror!
A Ju se encantou com dois gatinhos que estavam deitados na porta e eles gostaram dela.
A Magui comeu fazendo cara feia. Gostou da sobremesa, que era arroz doce. Diferente do nosso.
Eu só consegui tomar o caldo de uma sopa. Estava bom. Tentei comer uma banana, mas não desceu. Depois do almoço, fiquei um pouco enjoada. Dor de cabeça. falta de ar. À tarde melhorei um pouco.
Ainda fizemos uma parada no Templo de Wiracocha. Lugar muito importante para os nobres, incas.
Em todos os lugares que paramos, havia nativos vendendo souvenirs e artesanato.
Chegamos em Cuzco e tivemos problemas com o hotel. Nos levaram para outro hotel. Bom. mas, não era o que tínhamos combinado
A Ju e a Magui, acharam melhor eu acionar o seguro e ir no médico. eEas estavam preocupadas com o meu estado. Saímos sem banho e sem janta. Direto para a Clínica indicada pelo seguro. Até de ambulância andamos!!!
Depois de atendida e fazer RX do Pulmão, fomos informadas que eu estou com um edema pulmonar leve e um pouco de líquido no pulmão, em função da falta de oxigênio. Preciso ficar hospitalizada, no oxigênio e fazer um tratamento de aclimatação numa câmara chamada Hiperbárica. Um outro médioco veio me atender, Dr. William. Especialista em Mal da Montanha. Muito bom. Calmo. Exlicou tudo pras gurias. Eu estava muito nervosa. Fiquei com medo. Não queria ficar no hospital.
As gurias voltaram para o hotel, tomaram banho, jantaram e trouxeram roupas pra mim. No final, ficaram comigo a noite toda. O pessoal do hospital, colocou uma cama a mais no quarto, pois já havia uma para acompanhante.
Nesa clínica, algumas vantagens. O quarto, enorme, com ar condicionado. A vista, maravilhosa! Cuzco à noite é linda!!!!
As gurias dormiram mal, porque as camas não eram confortáveis. A Ju sentiu frio. A Magui também está sentindo o mal da altitude, mas graças a Deus, nada parecido com o que me aconteceu.
Amanhã, vou melhorar!!!!
Obs. da Magui: Achei innteressante a pré-lavagem que o cachorro fez na louça, no restaurante. Mas mais interessante foi o doutor William Carrasco, um amor de criatura. Nos explicou todos os sintomas do Mal da Montanha e eu compreendi várias coisas que estava sentindo. Ele merece um dez pelo atendimento, solicitude e sensibilidade. Mas eu é que não quis medir minha taxa de oxigênio. Vai que também estivesse em 24?